In honorem Sanctorum
sábado, 2 de janeiro de 2016
quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
VIII: Santo Huberto de Liége
Santo Huberto viveu no período medieval, entre 656 e 728. Era filho do Duque Bertrand da Aquitania e neto do rei Chariberto, de Toulouse. Desde jovem que era adepto da caça e muito valente a lutar com as feras. Um dia, num bosque, o seu pai foi atacado por um urso furioso que o ia matar, mas o jovem Huberto chegou a tempo e arremeteu tão fortemente para a fera que esta teve que soltar o Duque Bertrand, assim salvando a sua vida. Foi enviado para estudar no palácio do rei de Neustria (Bélgica) mas ele tinha fracos costumes e fugiu. Foi então para o palácio do Conde de Austrasia, onde recebeu uma boa educação e casou-se com uma filha do conde Dagoberto, Floribane, da qual teve um filho a que chamou Floriberto. Huberto esqueceu os sábios conselhos da sua santa mãe e dedicou-se unicamente a festas e esportes, deixando de ir à Missa. E uma certa Sexta-feira Santa, em vez de assistir às cerimônias religiosas, foi à caça. Aconteceu então que, diz a lenda, perseguindo um veado em pleno bosque, ele se deteve repentinamente, o que fez parar os cães e os cavalos. Entre os cornos do veado apareceu uma cruz luminosa e Huberto ouviu uma voz que lhe dizia: “Se não voltares para Deus cairás no Inferno”. O jovem príncipe rapidamente foi procurar o Bispo S. Lambert, perante o qual pediu, de joelhos, perdão pelos seus pecados. O santo bispo concedeu-lhe o perdão e dedicou-se a instrui-lo esmeradamente na religião. Pouco tempo depois morria e esposa do príncipe que pode assim dedicar-se totalmente à vida espiritual. Renunciou ao direito de ser herdeiro do trono, repartiu os seus bens pelos pobres e foi ordenado sacerdote. Entrou então para o convento dos Padres Beneditinos e dedicou-se à oração, à leitura e meditação, enquanto se ocupava com trabalhos humildes como lavrador e pastor de ovelhas.Desejava ir a Roma ver o túmulo dos Apóstolos S. Pedro e S. Paulo, e ouvir o Sumo Pontífice. E assim partiu, a pé, escalando montanhas cobertas de gelo e atravessando em pequenos barcos rios de caudais fortíssimos, até que conseguiu chegar, depois de mil perigos, à Cidade Eterna, estando um belo dia numa igreja de Roma, orando devotamente, quando foi mandado chamar pelo Sumo Pontífice Sérgio. Este contou-lhe que o bispo Lambert tinha sido assassinado pelos inimigos da fé e que era de opinião que a melhor pessoa para substituir o bispo morto era ele, o monge Huberto. Apesar do medo em aceitar tal cargo, uma visão sobrenatural convenceu-o que devia aceitar, tendo sido consagrado bispo da Igreja Católica. Santo Huberto foi bispo de Tongres, de Maestricht e de Liège, Bélgica. O território que competiu governar a S. Huberto era povoado por gentes que adoravam ídolos e eram muito cruéis. Ele percorreu todas as regiões ensinado a verdadeira religião e afastando das gentes as falsas crenças e as maléficas superstições. Deus concedeu-lhe o dom de fazer milagres. Os que tinham maus espíritos, ao encontrarem-se com o santo recuperavam a paz, sendo abandonados pelos maus espíritos. Os que antes adoravam ídolos e deuses falsos, ao ouvi-lo falar tão harmoniosamente do Deus dos Céus, que fez a Terra e tudo quanto existe, exclamavam “Não nos haviam falado assim” e convertiam-se e faziam-se batizar. Por rios tormentosos, cruzando selvas tenebrosas, fazendo viagens muito cansativas e percorrendo os campos em procissão, cantando e rezando, visitou todo o território da sua diocese, oferecendo os sacrifícios da sua viagem para a conversão dos pecadores, e Deus respondeu-lhe concedendo-lhe que milhares se convertessem à verdadeira fé. Um dia viu a casinha de uma mulher pobre em chamas. Pôs-se a rezar com toda a sua fé e o incêndio apagou-se milagrosamente. Construiu um templo a S. Lambert, o santo bispo assassinado, e para lá levou as relíquias do mártir (ao abrir-se o túmulo, depois de vários anos, o corpo estava incorrupto, como se tivesse sido acabado de sepultar). À passagem do corpo do santo vários paralíticos ficaram sarados e começaram a andar, e vários cegos recuperaram a vista. Um dia, enquanto S. Huberto celebrava a Missa, entrou na igreja um homem louco, que tinha sido mordido por um cachorro com hidrofobia (ou raiva). Todos saíram correndo da praça, mas o santo deu uma bênção no louco e este ficou instantaneamente sarado e saiu da praça gritando “Voltem tranquilos ao Templo que o santo bispo me curou com a sua bênção”. Por isso muita gente invoca S. Huberto contra as mordidas de cães raivosos. Outro dia aproximou-se do mar e viu que uma terrível tempestade afundava uma barca cheia de pessoas, e que todos os passageiros caíam entre as ondas embravecidas, o santo ajoelhou-se e orou por eles e milagrosamente os náufragos saíram sãos e salvos. Por isso mesmo os marinheiros têm muita fé em S. Huberto. No ano 727 Deus anunciou-lhe que estava prestes a morrer, pelo que ao terminar a Missa deixou os seus fiéis. “Já não voltarei a beber deste Cálice entre vocês”. Pouco depois adoeceu e morreu santamente, deixando ao povo a recordação de uma vida dedicada totalmente ao bem dos demais. Santo Huberto morreu no dia 30 de Maio de 727. Foi canonizado em 743. O seu corpo foi exumado da igreja de S. Pedro, em Liége, em 825; embora morto há muitos anos o seu corpo estava em bom estado, provando a sua santidade a todos os que o viram.
VII: Beata Villana de'Botti
Villana era filha de Andrew de'Botti, um comerciante florentino, nasceu em 1332. Quando tinha treze anos, fugiu de casa para entrar em um convento, mas suas tentativas foram infrutíferas e foi forçada a voltar. Para evitar a repetição de sua fuga, seu pai, pouco depois deu-a em casamento a Rosso di Piero. Após seu casamento, ela mudou completamente, entregou-se ao prazer e à dissipação e viveu uma vida inteiramente ociosa e mundana. Um dia, quando estava prestes a partir para uma festa, vestida com um lindo vestido adornado com pérolas e pedras preciosas, ao olhar-se no espelho, para seu espanto, o reflexo que encontrou seus olhos era o de um demônio hediondo. Um segundo e um terceiro espelho mostraram a mesma forma horrorosa. Profundamente alarmada e reconhecendo no reflexo a imagem de sua alma manchada pelo pecado, arrancou seus finos trajes e, vestida com as roupas mais simples que pode encontrar, dirigiu-se aos prantos aos padres dominicanos de Santa Maria Novella para fazer uma confissão geral e pedir a absolvição e ajuda. Este foi o ponto de virada da sua vida, e nunca mais voltou atrás. Em pouco tempo, Villana foi admitida na Ordem Terceira de São Domingos, e após isso avançou rapidamente na vida espiritual. Cumprindo todos os deveres de mulher casada, passou todo o tempo disponível em oração e leitura. Particularmente gostava de ler as Epístolas de São Paulo e a vida dos Santos. Tão completamente dava-se a Deus, que muitas vezes foi arrebatada em êxtase, principalmente durante a Sta. Missa, mas teve que passar por um período de perseguição, quando foi cruelmente caluniada e sua honra foi atacada. Sua alma também foi purificada por fortes dores e por grande fraqueza física. No entanto, ela passou incólume por todas essas provações e foi recompensada por maravilhosas visões e colóquios com Nossa Senhora e outros Santos. Frequentemente, a sala da casa em que morava ficava cheia de sobrenatural luz, e também foi dotada do dom da profecia. Enquanto ela estava deitada em seu leito de morte, pediu que fosse lida a Paixão de Cristo, e durante as palavras: "inclinando a cabeça, entregou o espírito", ela cruzou as mãos sobre o peito e faleceu. Seu corpo foi levado para Santa Maria Novella, onde se tornou um tal objeto de veneração que por mais de um mês era impossível finalizar o funeral. As pessoas brigavam para obter pedaços de sua roupa. Foi homenageada como uma santa no dia de sua morte. Seu marido, durante o luto, quando se sentia desanimado e deprimido, encontrou forças visitando o quarto em que sua amada esposa havia morrido. O culto à Beata Villana foi confirmado em 1824. O dia de sua festa é 28 de fevereiro.
VI: Santa Verônica Giuliani
Ursula Giuliani nasceu em Mercatello de Urbino, no ano de 1660. Aos sete anos de idade, ingressou no convento capuchinho de Citá de Castelo, onde posteriormente tomaria o nome de Verônica. Já em sua infância foram observados nela sinais de futura santidade. Ainda menina, trazia no coração grande amor à Nossa Senhora de forma que a penitência, a mortificação e seu empenho sincero na caridade para com os mais necessitados lhe imprimiam na alma verdadeira santidade. Após a profissão, aumentou sobremaneira sua devoção à Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Sua personalidade, inicialmente, pendia para o mal da teimosia, que acabava culminando em desabafos e violentas explosões de ira. Com a graça divina, porém, a sua energia individual conseguiu vencer estes defeitos e veio a ser a religiosa mística que representa uma verdadeira glória para os membros de sua Ordem, consequentemente para toda a santa Igreja. Foi agraciada com a visão de Jesus Cristo com a Cruz às costas. A partir disso, passou a sofrer uma aguda dor no costado. Em 1693, teve outra visão na qual o Senhor lhe deu a tomar o cálice; Verônica o aceitou e, desde aquele momento, os estigmas da Paixão começaram a gravarem-se em seu corpo e sua alma. No ano seguinte apareceram sobre sua fronte as marcas da coroa de espinhos e no ano de 1697 formaram-se em seus membros as cincos Chagas de Nosso Senhor, precisamente numa Sexta-feira Santa, distinção esta que lhe trouxe dolorosas provações. Durante 34 anos desempenhou em seu convento o cargo de mestra de noviças. Onze anos antes de sua morte foi eleita abadessa. Formava a suas noviças com o exercício de perfeição e virtudes cristãs. Ao final de sua vida, Santa Verônica, que durante quase 50 anos havia sofrido com admirável paciência, resignação e alegria, se viu acometida de uma apoplexia. Morreu em 09 de julho de 1727. Deixou escrito um relato de sua vida e suas experiências místicas, que foi de grande utilidade no processo de beatificação. Antes de sua morte, havia dito ao seu confessor que os instrumentos da Paixão do Senhor estavam impressos em seu coração. Desenhou-lhe seu próprio coração, representando estes instrumentos, pois dizia que os sentia porque mudavam de posição. Ao fazer-lhe a autópsia, na qual esteve presente o bispo, o alcaide e vários cirurgiões, descobriu-se uma série de objetos minúsculos, que correspondiam aos que a santa havia desenhado. Seu corpo se conserva incorrupto junto ao Mosteiro de Santa Verônica, na localidade de Cittá di Castello, Umbria - Itália.
V: Servo de Deus João Batista Reus
O servo de Deus, pe. João Baptista Reus¹ nasceu em Pottenstein (Alemanha) cidadezinha católica do bispado de Bamberga, no dia 10 de julho de 1868. Desde pequeno servia como coroinha na igreja do povoado, e em casa, era pastor de doze gansos que pastoreava com muito gosto. Seus pais foram: João Reusz e Ana Margarida Hengel Reusz, ambos excelentes cristãos, que deram sólida educação religiosa aos dez filhos. João foi o oitavo. Sentia forte chamado ao sacerdócio, mas encontrou um penoso obstáculo quando teve de comparecer ao serviço militar, tendo muitos desejado que seguisse a carreira militar. Sua vocação, porém, venceu, ingressou no seminário em 1890, entrando na ordem dos jesuítas no ano seguinte. Sua primeira Missa foi no dia 31 de julho de 1893, festa de Santo Inácio. Em agosto de 1900 foi enviado para o Brasil, desembarcando no Rio Grande do Sul no dia 15 de setembro de 1900, em São Leopoldo. O padre Reus foi um grande místico, e recebeu graças extraordinárias do Sagrado Coração de Jesus, de quem foi devotíssimo propagador. Entre as graças maiores estão: Os estigmas invisíveis (07/09/1912), O anel de esposa (07/10/1912) e a troca de corações² (21/06/1938). Suas visões místicas eram frequentes e quase sempre durante a Santa Missa. Deixou vários cadernos com desenhos de suas visões que são um precioso tesouro para a fé. Durante muitos anos foi professor no seminário. Alguns de seus alunos o achavam rigoroso demais, mas outros saiam de suas aulas agradecendo a Deus por um homem tão santo. Muitos o viram levitar durante a celebração da Santa Missa. Foi um sacerdote totalmente entregue a sua missão de: “ser um outro Cristo”. Faleceu no dia 21 de julho de 1947, pelas 04:00 horas da tarde. ¹Se pronuncia Róis ²Jesus tomou o coração do padre Reus e colocou-o em Seu Divino Peito, e pôs no peito do padre O Seu Sagrado Coração.
IV: São João Francisco Régis
Francisco Régis nasceu, em 31 de janeiro de 1597, numa pequena aldeia de Narbone, na França. Filho de um rico comerciante, foi educado num colégio dirigido por sacerdotes jesuítas desde pequeno. Nada mais natural que entrasse para a Companhia de Jesus quando, em 1616, decidiu-se pela vida religiosa. Desejava, ardentemente, seguir o exemplo dos jesuítas missionários que evangelizavam em terras pagãs estrangeiras.
Tornou-se rapidamente respeitado e admirado pela dedicação na catequização que fazia diretamente ao povo, auxiliando os sacerdotes, assim como nas escolas que a Companhia de Jesus dirigia. Aos trinta e três anos, ordenou-se sacerdote, tomando o nome de João Francisco. Só então o seu contagiante trabalho disseminou-se pela cidade, por meio das obras dedicadas aos marginalizados, necessitados e doentes. Essa era a missão importantíssima que o aguardava lá mesmo, na sua terra natal: atender aos pobres e doentes e converter os pecadores.
Entre os anos 1630 e 1640, duas epidemias de pestes assolaram a comunidade. Francisco Régis era incansável no atendimento aos doentes pobres e suas famílias. Nesse período, conscientizou-se de que a França precisava da sua ação apostólica e não o exterior. Assim, tornou-se um valente missionário jesuíta, e o mais freqüente sacerdote visitador de cárceres e hospitais. Os registros relatam às centenas os doentes que salvou e os pagãos que converteu ao mesmo tempo.
Bispos de seu tempo relataram que ele era dotado de um carisma muito especial. Onde pregava os ensinamentos de Cristo, as pessoas, invariavelmente, se convertiam. Conseguiu, com o auxilio da Virgem Mãe, como ele mesmo dizia, converter aldeias inteiras com o seu apostolado. Foram dez anos empregados nesse fatigante e profícuo trabalho missionário.
Francisco Régis foi designado para chefiar a missão enviada à La Louvesc, na diocese de Dauphine. Antes de iniciar a viagem, quis despedir-se dos companheiros jesuítas. Percebera, apesar da pouca idade, que sua morte estava muito próxima. A viagem até lá foi um tremendo sacrifício. Além de atravessar altas montanhas, o caminho foi trilhado debaixo de um rigoroso inverno.
Chegou a La Louvesc doente e perigosamente febril. Mas, como havia uma enorme multidão de fiéis que desejavam ouvir seus sermões, pregou por três dias seguidos. Os intervalos de descanso foram utilizados para o atendimento no confessionário. Finalmente, abatido por uma enorme fraqueza, que evoluiu para uma pneumonia fulminante, faleceu no dia 31 de dezembro de 1640, aos quarenta e três anos de idade.
O papa Clemente XII canonizou-o em 1737. São João Francisco Régis, ou apenas são Francisco Régis, como era chamado, teve sua festa marcada para o dia 16 de agosto.
III: Santa Rosália
Rosália nasceu no ano 1125 em Palermo, na Sicília, Itália. Era filha de Sinibaldo, rico feudatário, senhor da região dos Montes "da Quisquinia e das Rosas", e de Maria Guiscarda, sobrinha do rei normando Rogério II. Portanto, Rosália era muito rica e vivia numa corte muito importante da época, uma família nobre do sul da Itália e mesmo distantemente, era descendente do grande imperador Carlos Magno.
Durante a adolescência foi ser dama da corte da rainha Margarida, esposa do rei Guilherme I da Sicília, que apreciava sua companhia amável e generosa. Porém, nada disso a atraía ou estimulava. Sabia que sua vocação era servir a Deus e ansiava pela vida monástica. Aos catorze anos, levando consigo apenas um crucifixo, abandonou de vez a corte e se refugiou solitária numa caverna nos arredores de Palermo. O local pertencia ao feudo paterno e era um local ideal para a reclusão monástica. Ficava próximo do convento dos beneditinos que possuía uma pequena igreja anexa. Assim, mesmo vivendo isolada, podia participar das funções litúrgicas e receber orientação espiritual.
Depois a jovem ermitã se transferiu para uma gruta no alto do Monte Pelegrino, que lhe fora doado pela amiga, a rainha Margarida. Ali já existia uma pequena capela bizantina e, também, nos arredores os beneditinos com outro convento. Eles puderam acompanhar e testemunhar com seus registros a vida eremítica de Rosália, que viveu em oração, solidão e penitência. Muitos habitantes do povoado subiam o Monte, atraídos pela fama de santidade da ermitã. Até que no dia 04 de setembro de 1160, Rosália morreu, na sua gruta de Monte Pellegrino em Palermo.
Vários milagres foram atribuídos à intercessão de Santa Rosália, como a extinção da peste que no século XII devastava a Sicília. O seu culto se difundiu enormemente entre os fiéis que invocavam como padroeira de Palermo. Embora para muitos esta celebração era apenas uma antiga tradição oral cristã, por falta de sinais reais da vida da Santa, sinais estes que o estudioso Otávio Gaietani não conseguiu encontrar antes de morrer em 1620. Só três anos depois tudo foi esclarecido, parece que pela própria Santa Rosália. Consta que ela teria aparecido a uma mulher doente e lhe contou onde estavam escondidos os seus restos mortais. Esta mulher comunicou aos frades franciscanos do convento próximo de Monte Pelegrino, os quais de fato encontraram suas relíquias no local indicado, no dia 15 de julho de 1624.
Quarenta dias após a descoberta dos ossos, dois pedreiros, trabalhando no convento dos dominicanos de Santo Estêvão de Quisquina, acharam numa gruta uma inscrição latina, muito antiga, que dizia: "Eu, Rosália Sinibaldi, filha das rosas do Senhor, pelo amor de meu Senhor Jesus Cristo decidi morar nesta gruta de Quisquina." Isto confirmou todos os dados pesquisados pelo falecido Gaietani.
A autenticidade das relíquias e da inscrição foi comprovada por uma Comissão científica, reacendendo o culto à Santa Rosália, padroeira de Palermo. Contribuiu para isto também o Papa Ubaldo VIII que incluiu as duas datas no Martirológio Romano, em 1630. Assim, Santa Rosália é festejada em 15 de julho, data que suas relíquias foram encontradas e em 04 de setembro, data de sua morte. A urna com os restos mortais de Santa Rosália está guarda no Duomo de Palermo, na Sicília, Itália.
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